Tuesday, December 10, 2019

Balanço Patrimonial 01/12/2019 - R$ R$ 1.712.397,75

Segue abaixo um resumo bem resumido da minha atualização do mês. Estou curtindo férias e depois darei maiores detalhes dos acontecimentos que impactaram minha carteira, especialmente a minha decisão de fazer o aporte de 12% do meu rendimento bruto no ano em PGBL para usufruir do benefício fiscal. E contar vou  também como que acabei de perder nesta viagem minha carteira com todos meus cartões de crédito, dólares, reais e pesos argentinos no ônibus... Eu fico aqui lutando com maiores rendimentos e rasgo R$ 1000 fazendo uma m*rd*a destas... afff

Segue o gráfico: 


Saturday, November 23, 2019

Entendendo a lógica do meu assessor de investimentos


Há pouco mais de 1 ano entrei em contato com uma empresa que presta serviço de assessoria de investimentos. Sempre imaginei que esse tipo de serviço era somente para pessoas multi-milionárias e que se tratava de um serviço muito caro. Fiquei surpreso ao descobrir que não me cobrariam "nada" por isso. Com tempo fui descobrindo que todas aquelas taxas de administração cobradas praticamente em todos os tipos de investimentos são partilhadas entre gestores de fundos, corretoras e assessorias de investimentos. Já que não há  como evitar estas taxas e já que elas  serão distribuídas para alguém de qualquer jeito achei que seria então interessante ter um assessor de investimento.

Porém, existem problemas. O assessor de investimento somente pode estar vinculado a uma corretora (lei). Logo, bons produtos de outras corretoras não serão mais recomendados por ele. Na verdade, esses produtos serão menosprezados e você será desencorajado a investir parte de seus recursos em um local onde o assessor não receberá nenhuma comissão por isso (afinal de contas o negócio dele precisa dar lucro, senão fecha as portas). Outro problema que vejo é que os diferentes tipos de investimentos resultam em diferentes comissões para os assessores, portanto não há dúvida que existe um grande conflito de interesse já que se eu investir todo meu patrimônio em tesouro direto o assessor, ou a empresa que ele representa, receberá uma porcentagem muito menor do que se eu investir em um fundo multimercado com gestão ativa e com taxa de performance.

Estas minhas suspeitas estão se comprovando na prática. Recentemente, meu assessor de investimento me recomendou um PGBL. Dentro deste PGBL existem 15 fundos nos quais eu poderia distribuir os meus aportes . Coincidência ou não, por sugestão do assessor, os aportes serão distribuídos entre os quatro fundos que possuem maior taxas de administração (sendo 2 deles com taxa de performance de 20%).  Não tenho dúvida de que são bons fundos (pude comprovar verificando os gráficos passados e dão de lavada no CDI) mas me pergunto se o assessor está levando em consideração o meu perfil moderado de risco ou somente levando em conta o retorno do percentual das taxas que cairão para ele.

Outra situação estranha foi quando meus investimentos em tesouro direto venceram em 2019. O assessor sugeriu que eu colocasse tudos novamente no tesouro direto, porém comprando no mercado secundário por meio da mesa de operações da corretora. Perguntei porque não poderia comprar diretamente no tesouro direto como sempre vinha fazendo e ele disse que através da mesa de operações eu não pagaria a taxa da Bovespa (0,3%a.a). De fato, ele não estava mentindo, mas a volatilidade e até baixa liquidez no mercado secundário não foram fatores que ele deixou claro o suficiente.

Recentemente, em uma publicação do viver de renda, o VDR mencionou que irá fazer um investimento no banco máxima. Eu possuo alguma parte do meu investimento naquele banco.  Quando eu falei que queria investir mais um pouco a um percentual de  12,5%a.a. o meu assessor  de investimento prontamente apresentou diversos argumentos dizendo que o banco está próximo de ser liquidado, de que os indicadores financeiros estão ruins, e muitos outros para me demover deste objetivo. Pensando friamente, vejo alguns motivos para ele dizer isso: primeiro, certamente, ele está querendo me proteger de algo que está na iminência de acontecer. Sem dúvida, um banco que oferece 12,5% ao ano onde a taxa SELIC está abaixo de 6% provavelmente deve estar fazendo alguma mágica ou alguma pirâmide. Mas o CDB do banco máxima não estava sendo ofertado na corretora na qual o meu assessor de investimento presta serviços de assessoria. Investir no banco máxima significaria mandar parte dos meus recursos para outra corretora o que, certamente, não era interessante para ele.

Sobre investir em um banco que apresenta prejuízos recorrentes eu tenho algumas considerações a fazer: em um cenário de taxa SELIC baixa, o comentário recorrente que ouvimos é de que precisamos arriscar. Se eu peço para o meu assessor de investimento a recomendação de um fundo de ação ou um fundo multimercado ou um fundo cambial para obter um ganho extra no cenário atual ele prontamente me apresentará diversos fundos de investimentos! Quando digo que eu vou investir em um banco que está apresentando prejuízos ele pula da cadeira! No primeiro caso, o investimento em renda variável, trata-se de investimento de alto risco que poderá me devolver, inclusive, um retorno abaixo do capital investido. No segundo caso, o investimento em um CDB de um banco está protegido pelo FGC. Pelos relatos que vejo na internet, no pior dos casos, o FGC demora em torno de seis meses para ressarcir (raríssimo), e na maioria das vezes o retorno é bem mais rápido do que isso. Trata-se de investimento de risco assim como investimento em renda variável. Portanto, no cenário com baixas taxas de juros, investir em um banco que apresenta prejuízos, mas que dá um retorno alto aos  investidores e protegido pelo FGC é um investimento de risco também a ser considerado e, na minha opinião, muito mais seguro que um investimento em renda variável. Claro que estou comparando laranja com banana, pois os retornos, prazos e riscos não são  iguais. Mas, em termos de proteção de capital, CDB é um investimento muito mais seguro que ações em qualquer cenário,  especialmente no cenário brasileiro.

Não quero aqui demonizar a profissão de um assessor de investimentos, mesmo porque ele já me apresentou muitos produtos bastante interessantes e vou continuar com a assessoria dele. Também acho bastante cômodo, em alguns momentos, poder operar enviando e-mail solicitando a movimentações. Mas, como em tudo na vida, é  recomendado ter uma visão crítica. Produtos bons para mim e que também são bons para o assessor, continuarão sendo indicados. Produtos bons e adequados ao meu perfil e que não geram retorno algum ou retorno muito baixo para assessor de investimentos precisarão  ser garimpados por minha própria conta.
No próximo mês realocarei mais 125 mil do meu fundo (que segue CDI) para o Banco Mágica, digo Máxima, e veremos no que vai dar. O vencimento do CDB é em 2026, o que para o risco Brasil é uma eternidade. :(

Wednesday, November 20, 2019

Meu assessor está me convencendo a adquirir um PGBL

Fiz uma simulação para ver na prática qual a vantagem do PGBL sobre um fundo comum.

Veja se o raciocínio está correto. Estou ciente também de que se trata apenas de um exercício matemático e que as condições propostas não se encontram no mundo real.

Pensei em planilhar o rendimento de um fundo comum e um CDB no prazo de 10 anos, mas felizmente alguém já fez isso.


A planilha é essa aqui:


O resultado dele foi:

Valor aplicado: 100 mil
Juros: 10% a.a.

Fundo:  R$ 225,466.18
CDB:  R$ 235,468.11
O resulta final já considera os impostos (come-cotas e IR de resgates)

A partir daí eu aproveitei para comparar com um PGBL operando nas mesmas condições:

PGBL: R$ 259.374,21 bruto
- 10% sobre lucro+capital : -25.937,42
= R$ 233.436,74 

O valor foi inferior ao lucro+capital auferido pelo CDB 10 anos.

Porém, nestes 10 anos eu receberia, em média 10 x 6.468,13 = R$ 64.681,30 de benefícios fiscais no IR anual. (simulação feita no software da receita)

Isso, por si só já tornaria o PGBL bem mais vantajoso. Um reaplicação do benefício fiscal eu qualquer outra coisa torna o PGBL, disparado, melhor que CDB.

Friday, November 1, 2019

Qual o meu valor alvo para me considerar independente financeiramente?

Sem objetivo e metas qualquer caminho serve. Como não quero ficar à deriva em minha vida financeira estipulei uma meta basicamente emocional: serei IF quando tiver um patrimônio de 1 milhão de dolares.

Como disse, trata-se de uma linha de chegada embasada unicamente em critérios emocionais e não racionais. Quero ser milionário até para os Estados Unidos!

Agora vamos ao lado racional. A primeira coisa é definir uma média de gastos anuais, incluindo aí todas as despesas inclusive viagens anuais. Atualmente, este meus gastos giram em torno de 7 mil reais mensais.

A segunda coisa a fazer é colocar uma boa gordura nesse valor. Penso em algo como 50% a mais. Afinal de contas, com a velhice a tendência é aumentarmos os gastos. Com 60 anos, certamente, não vou querer me hospedar em um hotel xinfrim que não se preocupe com a acessibilidade. Com 60 anos poderei desenvolver alguma doença que exija gastos com médicos e remédios. Enfim, por segurança, coloquei a meta de 10 mil reais mensais de renda passiva.

Um milhão de dólares hoje me darão algo em torno de 4 milhões de reais. Com uma TSR conservadora de 3% consigo 120 mil anuais, ou 10 mil mensais. Pronto. A conta fecha.

Agora é correr atrás deste objetivo. Atingir o primeiro milhão me custou 20 anos. Atingir o segundo milhão vai me custar uns 5. Já deu para entender que o comportamento exponencial dos juros compostos estão agindo com toda força a meu favor. Calculo que entre 7 a 10 anos terei atingido o meu objetivo caso consiga manter meus aportes mensais de 6 mil reais. Vamos lá!

Balanço Patrimonial 01/11/2019 - R$ 1.675.351,93

Este mês tive uma grande valorização dos títulos do TD: Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ)
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB). Estes títulos foram comprados na época da alta dos juros (leia-se: Dilma Rousseff). Em média, estão me dando de 5-6% ao ano +IPCA. Que saudades do PT! Com o mote de ser um governo para os pobres acabaram beneficiando muito os endinheirados que souberam aproveitar os juros lá na estratosfera. Que saudades do IPCA+7%! As vezes tenho uma leve vontade de ver o Lula e sua turma de novo no poder só para eu poder ficar mais rico. Agora, com taxa Selic no menor índice histórico, estes papeis do Tesouro estão valendo ouro no mercado secundário.

Na onda da SELIC despencando subiram também meus FIIs.

Segue o resumo do balanço patrimonial deste mês: R$ 1.675.351,93

Tesouro Direto (R$ 270.169,97), CDB/LC (R$ 189.628,41), FII/FIP (R$ 187.469,82), Debêntures (R$ 53.858,88),  Fundos (R$ 835.770,99), Poupança e conta corrente (R$ 25.263,45), Bitcoin (R$ 682,59), Internacional (R$ 68.307,82), veículos (R$ 44.200,00).

Com SELIC em 5% a estratégia agora é ir desmontando meus investimentos em renda fixa (fundos DI com taxas reduzidas) para aproveitar oportunidades que vão surgindo: subscrições em FIIs (caso sejam em condições vantajosas), participações em FIPs e novas Debêntures, etc...

Então é isso! Como ainda é o primeiro balanço patrimonial do blog, ainda devo fazer melhorias no detalhamento e na apresentação.

Este é meu primeiro post


A ideia do blog é poder compartilhar um pouco da minha trajetória rumo à independência financeira, obter um feedback dos leitores para ampliação do meu conhecimento e, obviamente, contribuir com o leitor fornecendo o meu conhecimento sobre investimentos.

Como a maioria dos bloggers sobre IF, não tenho formação na área financeira. Meu interesse surgiu exclusivamente por necessidade de aprender, diversificar e potencializar meus lucros. Infelizmente, este importante assunto de investimentos não é tratado em escolas. Resta a quem for "esperto" buscar, por conta própria, as informações necessárias.

Comecei a investir bem cedo, já com minha bolsa de monitoria na faculdade. Devia ter na época 18 anos. Assim que abri a minha conta no banco já me foi apresentado o famigerado Título de Capitalização do BB. Obviamente que, sem conhecimento nenhum sobre o assunto, cai na lábia do gerente e comprei. Afinal de contas, bastava depositar R$50,00 por mês que eu teria os rendimentos e ainda concorreria a prêmios! Pensei que seria idiotice deixar o dinheiro na poupança. Olhando agora em retrospecto, a experiência do Título de Capitalização serviu, pelo menos, para eu adquirir um hábito de poupar.

Passado algum tempo entrei em outra furada do BB (o que é ruim para mim é ótimo para o gerente). Comprei um plano de previdência VGBL. Após uns 10 anos, quando resolvi parar um tempo para fazer as contas, percebi que o bendito VGBL rendia menos que poupança. Era de se esperar, dada a taxa de administração que beirava os 4% a.a.

Lição aprendida! Caí fora dos investimentos oferecidos pelo banco e abri uma conta em uma corretora vinculada ao Santander. Foi meu primeiro contato com ações. Eram os anos 2005, 2006 e o mercado acionário estava bombando! Literalmente, não tinha como dar errado. Qualquer ação que o assessor da corretora sugerisse para comprar subia no dia seguinte. E lá vinha o assessor dizendo: "vende logo!" Era um compra-e-vende desenfreado. Futuramente, entendi que o custo de corretagem era um fator importante nos lucros da corretora e, então, daí o interesse em me fazer movimentar a carteira.

Veio então a crise imobiliária de 2008 e eu, atolado na Petrobrás até o pescoço, vi meu suado dinheirinho evaporar. Entrei na PETR4 a R$46 e, depois de alguns anos esperando a recuperação, resolvi assumir o prejuízo e saí a R$14 (isso depois de quase infartar quando chegou a R$5,00). Foram 30 mil reais embora para o bolso dos maus administradores do governo.

Mais uma vez, lição aprendida, resolvi abrir conta em uma corretora independente. Gradual Corretora, Banif, Rico, Eaynvest, XP e outras que foram predadas pelo caminho e cujo nome não mais me recordo. Decidi não mais querer vencer o mercado fazendo trades com ações. Me concentrei na renda fixa e nela cheguei ao meu primeiro milhão! Em uma conta recente, descobri que 10 anos de operações (incorretas) em ações haviam me dado um lucro irrisório que jamais justificaria ou compensaria as inúmeras preocupações que tive nesta trajetória.

Desculpe caro leitor, mas estou começando este blog já com mais de 1 milhão. Em outro post apresentarei meu Portfolio.

Bom, não quero entediar ninguém com essa minha via crucis. Para um primeiro post já creio ser o suficiente. Nos posts seguintes, caro leitor, você irá entender qual a distribuição da minha carteira e quais meus planos para chegar à IF (e qual meu critério para me considerar IF).




Balanço Patrimonial 01/12/2019 - R$ R$ 1.712.397,75

Segue abaixo um resumo bem resumido da minha atualização do mês. Estou curtindo férias e depois darei maiores detalhes dos acontecimentos q...