Friday, November 1, 2019

Qual o meu valor alvo para me considerar independente financeiramente?

Sem objetivo e metas qualquer caminho serve. Como não quero ficar à deriva em minha vida financeira estipulei uma meta basicamente emocional: serei IF quando tiver um patrimônio de 1 milhão de dolares.

Como disse, trata-se de uma linha de chegada embasada unicamente em critérios emocionais e não racionais. Quero ser milionário até para os Estados Unidos!

Agora vamos ao lado racional. A primeira coisa é definir uma média de gastos anuais, incluindo aí todas as despesas inclusive viagens anuais. Atualmente, este meus gastos giram em torno de 7 mil reais mensais.

A segunda coisa a fazer é colocar uma boa gordura nesse valor. Penso em algo como 50% a mais. Afinal de contas, com a velhice a tendência é aumentarmos os gastos. Com 60 anos, certamente, não vou querer me hospedar em um hotel xinfrim que não se preocupe com a acessibilidade. Com 60 anos poderei desenvolver alguma doença que exija gastos com médicos e remédios. Enfim, por segurança, coloquei a meta de 10 mil reais mensais de renda passiva.

Um milhão de dólares hoje me darão algo em torno de 4 milhões de reais. Com uma TSR conservadora de 3% consigo 120 mil anuais, ou 10 mil mensais. Pronto. A conta fecha.

Agora é correr atrás deste objetivo. Atingir o primeiro milhão me custou 20 anos. Atingir o segundo milhão vai me custar uns 5. Já deu para entender que o comportamento exponencial dos juros compostos estão agindo com toda força a meu favor. Calculo que entre 7 a 10 anos terei atingido o meu objetivo caso consiga manter meus aportes mensais de 6 mil reais. Vamos lá!

Balanço Patrimonial 01/11/2019 - R$ 1.675.351,93

Este mês tive uma grande valorização dos títulos do TD: Tesouro IPCA+ 2035 (NTNB Princ)
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (NTNB). Estes títulos foram comprados na época da alta dos juros (leia-se: Dilma Rousseff). Em média, estão me dando de 5-6% ao ano +IPCA. Que saudades do PT! Com o mote de ser um governo para os pobres acabaram beneficiando muito os endinheirados que souberam aproveitar os juros lá na estratosfera. Que saudades do IPCA+7%! As vezes tenho uma leve vontade de ver o Lula e sua turma de novo no poder só para eu poder ficar mais rico. Agora, com taxa Selic no menor índice histórico, estes papeis do Tesouro estão valendo ouro no mercado secundário.

Na onda da SELIC despencando subiram também meus FIIs.

Segue o resumo do balanço patrimonial deste mês: R$ 1.675.351,93

Tesouro Direto (R$ 270.169,97), CDB/LC (R$ 189.628,41), FII/FIP (R$ 187.469,82), Debêntures (R$ 53.858,88),  Fundos (R$ 835.770,99), Poupança e conta corrente (R$ 25.263,45), Bitcoin (R$ 682,59), Internacional (R$ 68.307,82), veículos (R$ 44.200,00).

Com SELIC em 5% a estratégia agora é ir desmontando meus investimentos em renda fixa (fundos DI com taxas reduzidas) para aproveitar oportunidades que vão surgindo: subscrições em FIIs (caso sejam em condições vantajosas), participações em FIPs e novas Debêntures, etc...

Então é isso! Como ainda é o primeiro balanço patrimonial do blog, ainda devo fazer melhorias no detalhamento e na apresentação.

Este é meu primeiro post


A ideia do blog é poder compartilhar um pouco da minha trajetória rumo à independência financeira, obter um feedback dos leitores para ampliação do meu conhecimento e, obviamente, contribuir com o leitor fornecendo o meu conhecimento sobre investimentos.

Como a maioria dos bloggers sobre IF, não tenho formação na área financeira. Meu interesse surgiu exclusivamente por necessidade de aprender, diversificar e potencializar meus lucros. Infelizmente, este importante assunto de investimentos não é tratado em escolas. Resta a quem for "esperto" buscar, por conta própria, as informações necessárias.

Comecei a investir bem cedo, já com minha bolsa de monitoria na faculdade. Devia ter na época 18 anos. Assim que abri a minha conta no banco já me foi apresentado o famigerado Título de Capitalização do BB. Obviamente que, sem conhecimento nenhum sobre o assunto, cai na lábia do gerente e comprei. Afinal de contas, bastava depositar R$50,00 por mês que eu teria os rendimentos e ainda concorreria a prêmios! Pensei que seria idiotice deixar o dinheiro na poupança. Olhando agora em retrospecto, a experiência do Título de Capitalização serviu, pelo menos, para eu adquirir um hábito de poupar.

Passado algum tempo entrei em outra furada do BB (o que é ruim para mim é ótimo para o gerente). Comprei um plano de previdência VGBL. Após uns 10 anos, quando resolvi parar um tempo para fazer as contas, percebi que o bendito VGBL rendia menos que poupança. Era de se esperar, dada a taxa de administração que beirava os 4% a.a.

Lição aprendida! Caí fora dos investimentos oferecidos pelo banco e abri uma conta em uma corretora vinculada ao Santander. Foi meu primeiro contato com ações. Eram os anos 2005, 2006 e o mercado acionário estava bombando! Literalmente, não tinha como dar errado. Qualquer ação que o assessor da corretora sugerisse para comprar subia no dia seguinte. E lá vinha o assessor dizendo: "vende logo!" Era um compra-e-vende desenfreado. Futuramente, entendi que o custo de corretagem era um fator importante nos lucros da corretora e, então, daí o interesse em me fazer movimentar a carteira.

Veio então a crise imobiliária de 2008 e eu, atolado na Petrobrás até o pescoço, vi meu suado dinheirinho evaporar. Entrei na PETR4 a R$46 e, depois de alguns anos esperando a recuperação, resolvi assumir o prejuízo e saí a R$14 (isso depois de quase infartar quando chegou a R$5,00). Foram 30 mil reais embora para o bolso dos maus administradores do governo.

Mais uma vez, lição aprendida, resolvi abrir conta em uma corretora independente. Gradual Corretora, Banif, Rico, Eaynvest, XP e outras que foram predadas pelo caminho e cujo nome não mais me recordo. Decidi não mais querer vencer o mercado fazendo trades com ações. Me concentrei na renda fixa e nela cheguei ao meu primeiro milhão! Em uma conta recente, descobri que 10 anos de operações (incorretas) em ações haviam me dado um lucro irrisório que jamais justificaria ou compensaria as inúmeras preocupações que tive nesta trajetória.

Desculpe caro leitor, mas estou começando este blog já com mais de 1 milhão. Em outro post apresentarei meu Portfolio.

Bom, não quero entediar ninguém com essa minha via crucis. Para um primeiro post já creio ser o suficiente. Nos posts seguintes, caro leitor, você irá entender qual a distribuição da minha carteira e quais meus planos para chegar à IF (e qual meu critério para me considerar IF).




Qual o meu valor alvo para me considerar independente financeiramente?

Sem objetivo e metas qualquer caminho serve. Como não quero ficar à deriva em minha vida financeira estipulei uma meta basicamente emocional...